quarta-feira, 12 de março de 2008

(des) Mística

A verdade é que me custa falar de football. Já se fala tanto em todo o lado. Mas isto é quase um desabafo... Sou benfiquista por tragédia. O meu pai é do Benfica e quando eu era pequeno toda a gente era do Benfica e o... Benfica... ganhava tudo. Bolas! Como é que eu podia não ser do Benfica? Nem sequer morava no Porto. No entanto nunca fui nem serei sócio. Quando o Benfica perde fico levemente chateado e confesso que até verti uma lágrima quando o Vata marcou um golo com a mão e o Benfica foi a uma final da taça dos Campeões. Hoje em dia é uma desgraça. O Benfica nada ganha, perde algumas coisas e empata que até doi. Mas não consigo deixar de ser do Benfica. É uma tragédia. Mas hoje atingi um novo patamar na minha relação com o clube da àguia... de manhã li no Público que o Chalana esperava ganhar ao Getafe de Espanha com a Mística do Benfica. Arre caramba! É isso mesmo que o Benfica precisa. Mística e relembrar os exitos de há 40 anos (quarenta anos quarenta). E pensei: a única coisa boa que hoje pode acontecer é o Benfica perder por muito... Tipo... cinco a zero, ou mais... Depois acalmei - até porque não me exalto com estas coisas de 11 adolescentes de 30 anos cheios de dinheiro a correr atrás de uma bola com o símbolo da Nike- e resolvi esperar serenamente para ver se a Mística jogava bem. Não jogou... O resultado foi: Mística - 0, Gatafe, 1. Não chegou para nada. Conclusão: por esta hora os senhores da luz devem culpar o azar, o vento, o árbitro, o campo inclinado, etc, mas nunca a incompetência. So uma nota: no relato da SIC ouvi um comentador a dizer que o Eusébio (esse grande ex-jogador que não é, nunca foi nem será um grande ex-estratega) tinha avisado que se devia ter usado os pitons de alumínio... Mais uma desculpa? Estes tipos não aprendem...

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