terça-feira, 22 de abril de 2008

Desculpem lá mas fico um pouco chateado quando me batem ou insultam…

É verdade! O que é que hei-de fazer? Se calhar é uma mania mas não gosto mesmo de levar porrada. E pronto… se calhar estou a ser picuinhas mas não levo a bem que um tipo diga que sou um inútil, um preguiçoso que só quer chupar o dinheiro dos outros ou até que sou estúpido. Mas é exactamente isto que se passa com Manuela Ferreira Leite (o novo Messias), Rui Rio (o Justiceiro) ou até com Alberto João Jardim (o Escavador Profundo ou blob o construtor). Assim à primeira vista parece-me que estas três personagens têm algo em comum…
Mas porquê este meu ódio, perdão desprezo… por estes tipinhos? Vejamos…
Quando era estudante em Coimbra fugi de uma carga policial ordenada pela Ministra da Educação Manuela Ferreira Leite que tinha sido aprovada com distinção como sendo um dos piores ME de sempre. Década e meia mais tarde eis que a senhora volta à carga para nos assombrar como uma péssima Ministra das Finanças com medidas avulsas para controlar o défice. Claro (!) sempre sob a capa de pessoa séria e responsável.
O senhor Rio é Presidente Câmara da cidade onde trabalho e mostrou desde o primeiro dia como odeia a classe dos artistas (do Porto claro!), a cultura, mas também a cidade que anda a vender aos poucos a privados. Se ele odeia acidade e odeia o património público camarário... porque raio é Presidente da Câmara? Mistério! Nalguns casos como o do Rivoli conseguiu fazer o pleno: deu o teatro da cidade a um privado, paga as contas à mesma e insultou os portuenses (artistas ou não). Mas lá vai dando uns festivais de motores ao povo juntamente com música pimba (música que ele acha que o povo gosta mas que eu duvido que ele oiça…) e assim ganha eleições.
Depois há o senhor do povo profundo… quanto a este a sua existência é só por si um insulto. Basta dizer que num pais normal já teria sido preso há muito tempo por falta de respeito pelas instituições nacionais, pelos portugueses (madeirenses incluídos) e pelo sentido mais básico da decência. Peço desculpa mas não lhe acho piadinha nenhuma.
Estes senhores e senhora têm em comum um partido politico que nos consegue surpreender cada dia que passa. Seria um belo folhetim se não fosse realidade e se não soubéssemos que podem um dia vir a (des)governar Portugal. O partido do povo Profundo como foi definido por Alberto João Jardim. Mas será que o povo quer mesmo ser profundo? E desde quando é isso uma coisa boa? Não seria melhor termos uma sociedade informada, elevada, critica e construtiva? Claro que não... não convém.
Mas os portugueses ainda lutam com a herança genética de quatro décadas de Estado Novo: confundimos responsabilidade, sensatez e inteligência com autoritarismo, teimosia e falta de visão. O sentido de honra foi extinto quando acabou o tonner da fotocopiadora do Ministério da Defesa. É de facto um legado poderoso…
Por tudo isto estou preocupado. Pois tenho a noção que as coisas não estão bem e podem piorar. Já não basta termos o governo que temos, a situação internacional a assombrar-nos... ainda temos o maior partido da oposição transformado num remake de uma telenovela mal escrita ou numa má adaptação do Moita Flores.

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