quarta-feira, 28 de maio de 2008

Fezes místicas

Eu não sabia que no nosso maravilhoso cantinho ajardinado à beira-mar-plantado havia uma seita pagã que praticava o culto das fezes. Ou será antes Fezes? Não interessa... O que interessa é que um qualquer professor de uma qualquer Universidade do país onde vivo - nestas coisas prefiro valer-me do meu leve ar nórdico e fazer de conta que não é o meu país - disse: "É preciso desmistificar as fezes (...)" De notar que eu coloquei reticências entre parentesis pois não sei o que essa criatura disse a seguir... Pode ter dito várias coisas:
1 - É preciso desmistificar as fezes porque a sua mistificação se está a tornar em mais do que um culto mal cheiroso, numa autêntica religião com milhões de fieis.
2 - É preciso desmistificar as fezes porque não passa de uma forma de merda pretenciosa.
3 - É preciso desmistificar as fezes e começar a tratá-las como gente!
4 - É preciso desmistificar as fezes, o xixi, o cocó e as ranhetas.
5 - É preciso desmistificar as fezes e para exemplificar como, vou despejar um balde cheio delas em cima de mim e do colectivo deste tribunal.
6 - Etc, etc, etc...
No ponto 6 referi muito subtilmente um tribunal... Isto porque na triste e cruel realidade o professor que disse estas palavras fê-lo numa sala de tribunal no âmbito de um complicadíssimo e também complexo (para não dizer difícil) processo com seis (!) anos de duração sobre uma praxe académica em que uma aluna (a queixosa) foi barrada com excrementos de bichos de quinta por colegas (os acusados)... Os energúmenos levaram com multas entre os 600 os 1600 Euros mas ainda vão certamente recorrer... Mais palavras para quê? Será isto uma forma alternativa de justiça.

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