terça-feira, 3 de junho de 2008

Heróis em saldo.

Por estes dias é aconselhável ir procurar no dicionário a definição de Herói. Também é aconselhável desligar a televisão para não ficar baralhado. Isto porque pelo vistos basta ter vontade de ganhar, uma carinha laroca (ou nem isso) e uma boa dose de histéricos a gritar por nós, assegurando que somos o máximo, para sermos considerados heróis. E claro está, é preciso jogar à bola. Em suma: chegou (se é que alguma vez partiu) a histeria nacional colectiva do Europeu de football… Os novos “heróis” foram condecorados pela Câmara Municipal de Viseu – tudo bem, afinal de contas a selecção nacional e os contribuintes foram lá deixar um largos milhares de Euros por estes dias. E foram condecorados pelo Presidente da República (O sr. Aníbal, pasme-se!) que também lhes ofereceu como forma de inspiração a vista para o Tejo a partir do Palácio de Belém… Depois partiram para a suíça onde fizeram uma data de quilómetros a passo de caracol rodeados de uma multidão histérica que gritava por Portugal… Tudo bem? Tudo mal. Eu até gosto de ver um bom jogo de football. Até acho que o Cristiano Ronaldo e o Mourinho são bons como o caraças… Mas… porra que é demais. Portugal ensandeceu de vez. Estamos a viver uma histeria proporcional à nosso pobreza, ao nosso terceiro-mundismo. São directos televisivos por tudo e por nada acerca da selecção: onde dormem, que lençóis usam, o que comem, que música ouvem, quem comem… São programas de rádio. Anúncios a carros, iogurtes, bancos e cervejas (sem álcool claro!). É o Malato, o Isidro, a Fátima Lopes e o Marcelo. É… um enjoo.

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