quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O Natal dos outros.

Apesar de um vizinho meu ter anunciado o início das hostilidades de Natal... em Agosto, a estação está agora quase a atingir o seu auge. As crianças começam a ficar histéricas com os anúncios da TV, os pais desesperam perante a escolha entre o que os filhos precisam (quase sempre coisas chatas e boas) e o que querem (quase sempre coisas divertidas e más), as tias desesperam a tentar arranjar espaço no armário para mais chocolates e estatuetas de porcelana, os comerciantes queixam-se da crise enquanto aviam facturas e recibos, o governo dá as Boas Festas à oposição, a oposição dá as Boas Festas ao governo, o Presidente balbucia umas coisas enquanto come bolo-rei, e eu queria que fosse Janeiro.
Mas há uma coisa que me chateia para lá de tudo o resto. Algo que desperta o pior que há em mim... São as campanhas de beneficência típicas desta época....
Diriam: Mas, Pedro, mais vale nesta época que nunca... E quem precisa agradece...
Eu sei isso.
Mas não me convençam que há alguma real vontade de ajudar por detrás das campanhas Vodafone, Popota, Modelo, Continente, RTP, SIC, TVI, Leopoldina, etc...
Essas campanhas publicitárias custam balúrdios (pelo menos geram emprego...) e rendem uma miséria. Os concertos de beneficência rendem uns quantos amendoins depois de um processo em que todos são pagos menos os artistas (essa classe privilegiada).
O que eu digo a todos os senhores respeitáveis que ganham dinheiro à conta de fingir que querem ajudar os pobrezinhos é: deixem-se de m#rd%s, se querem ajudar... ajudem realmente: dêem dinheiro ou géneros sem publicidades, paguem impostos e não lavem dinheiro em bancos do terceiro mundo...
Em suma, sejam honestos.
Acreditem, se fizerem isso estão a ajudar muito.

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