segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cavaco

É incrível a ausência de perguntas em torno de Cavaco Silva.
Mesmo com inúmeros microfones e câmaras de tv o homem consegue nada dizer sobre tudo. E mesmo com tudo isso e muitas perguntas os media conseguem nada realmente perguntar. Só querem declarações. E Cavaco declara: não vou comentar, o PR não deve tomar posição sobre essa matéria, vamos aguardar pacientemente, julgo que o PR deve estar em silêncio neste momento delicado, estou em visita oficial e faço não declarações sobre outros assuntos, etc, etc, etc...

Mas há muito para perguntar a Cavaco: onde andava ele durante os tempos do BPN, qual o seu envolvimento e da sua família no BPN, porque é que segurou o amigo Dias Loureiro no Concelho de Estado até ele tratar de aviar as malas para Cabo Verde onde se encontra agora, o que acha ele dos cortes salariais e de abono de família, o que acha ele do aumento do IVA e congelamento de pensões, porque é que tantos seus ex-ministros estão envolvidos em crimes (BPN, BPP) e o que acha ele disso, o que acha ele da (in)estabilidade política, se já lê livros ou ainda acha uma perda de tempo, como é que num Domingo tinha crianças de bibe (!)  à espera dele numa escola, o que acha ele deste modelo económico inaugurado por si e que tem dados resultados catastróficos, porque é que o bolo-rei já não tem prenda e fava, tanta coisa...

Mas cavaco paira sobre tudo isto como um inimputável. E os media ajudam à festa nada questionando, tornando-me mais do que coniventes, cúmplices. Mas basta ver quem manda na comunicação social em Portugal e percebe-se logo porquê. E os jornalistas - muitos deles a recibo verde - acabam por não ter culpa. estão "à rasca" tal como a maioria dos portugueses.

Já aos outros candidatos, no pouquíssimo tempo de antena que lhes dão, tudo se pergunta. O que acho bem. O problema é este esforço corporativo para reeleger alguém de tão baixa cultura e cujo único mérito parece ser fazer contas de merceeiro... a lápis e mesmo assim errar.

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