sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Outono do nosso descontentamento

Agora que o orçamento aprovado está, PS e PSD começam a nova guerra: a de saber como e quando se vai para eleições. E não interessa o estado das contas públicas, do desemprego, da estratégia económica, de... enfim... Portugal. Aliás nunca lhes interessou.
Em breve, do lado do PS, começarão as vozes que clamam por remodelações do governo - como se adiantasse alguma coisa (mais uns mesitos...), como se ainda houvesse alguma inteligência nas bandas do largo do Rato . E não há, pois um ET chamado Sócrates entrou-lhes nos cérebros e sugou tudo, só ficou aquela parte que manda comer.
Do lado do PSD teremos a dança da Primavera com os pardais à volta do estorninho, à procura do que resta das sementeiras para continuar onde outros ficaram.
São uma praga! E isto não é em sentido figurado. São mesmo uma praga real que nos está a atacar desde há muito tempo.
É confrangedor assistir a certos debates na TV entre essas aves, infelizmente pouco raras, muitas vezes ajudadas por comentadores políticos que não passam de megafones da estupidez - muitos deles com culpas, também reais, no cartório: ex-ministros, ex-secretários de estado, ex-jornalistas, ex-economistas de uma escola que nos colocou na trampa, ex, ex, ex... e actuais aspirantes a outros ex...
Mas a estratégia desses senhores vai ser exactamente essa: atirar areia para os olhos das pessoas, envenenar os olhos com a mentira habitual de que não há alternativas e que não há nada a fazer: ou nós ou o inferno...; remodelações governamentais puramente cosméticas que mais não servem para continuar o saque por mais uns meses (isto do lado do PS), ameaças veementes enquanto se viabilizam orçamentos e outros que tais até provocarem eleições quando virem que podem ganhar algo com isso (isto do lado do PSD).
E nós? Bem... cerca de 70% de nós continuam a dar o benefício da dúvida a essas... pessoas (na realidade são mais pois estou a colocar de fora o PP que tem aquilo a que se chama "inveja do pénis" e o PCP que sofre daquela doença que não nos deixa aprender...)
Se calhar nessa massa há uma parte que não se interessa, outra parte que não percebe onde lhes dói (mas dói!) e uma parte (quero acreditar que seja pequena mas cada vez tenho mais dúvidas) que que ser como eles mas ainda não encontrou oportunidade para também ser FDP.
Não sei. Mas os próximos tempo vão ser clarificadores: ou as pessoas acordam e mudam ou não temos mesmo viabilidade enquanto país.
Mas há, felizmente, alternativas. É só ler as propostas e ver que afinal são mesmo possíveis - nalguns países até estão em prática, com sucesso.

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