quarta-feira, 23 de março de 2011

Andamos nisto.


Um Partido Socialista que ficou em êxtase com a primeira maioria absoluta de sempre e que nunca se conformou de a ter perdido - a democracia é f%d&d@!
Um Primeiro Ministro que transformou determinação em obstinação e que tanto mentiu que acabou por perder o contacto com a realidade enquanto vendia “Magalhães” ao Chavez e armas ao Khadafi.
Um PSD estúpido e incompetente, cujos proveito vêm pela “desgraça alheia”, que não apresenta alternativas nenhumas porque é isso mesmo: um partido sem inteligência e caciqueiro comandado por um “gestor” sem experiência de gestão, um fantoche “penteadinho” ao serviço dos interesses económicos que nos dominam desde o Estado-Novo.

E andamos nisto... quando a realidade é que há alternativas. Não tem de ser assim.

Portugal é governado pela mesma “corja” desde há cerca de 35 anos. Nos primeiros anos após o 25 de Abril foi feita muita coisa boa como – só para exemplificar- o SNS (que ainda continua a ser uma referência). Mas o poder económico neo-liberal foi chegando, foi formando quadros nos “partidos do poder” e finalmente lançaram a sua ofensiva contra todas as conquistas de Abril. Eles estão nos principais partidos, no sistema financeiro, no sistema judicial e na imprensa (que controlam cada vez mais de uma forma descarada). E a estratégia é simples: fazer-nos crer que não há alternativas. O medo. É o “tem de ser assim e quem disser o contrário é um perigoso radical”

Mas há. Há alternativas.

Medo de quê? Dos “mercados”? Sempre que foi anunciado um PEC os juros da dívida subiram. O orçamento foi aprovado com medidas duras de austeridade e... os juros da dívida subiram... Porque o que os mercados querem de facto é ganhar dinheiro connosco (e outros como nós) para recuperar os milhões que perderam na crise económica internacional. Isto porque os “mercados” são pessoas, homens e mulheres reais sem escrúpulos que não pensam em mais nada senão nos biliões que ganham, nos jactos que podem comprar e na cocaína que podem snifar – esta é a realidade triste e a triste realidade. Não podemos compactuar com isto. Temos que nos juntar a países como nós enquanto ainda temos alguma força e parar isto depressa. Mas para isso é preciso coragem e – está visto – o PS já não a tem e o PSD nunca a teve.

Exemplo: se eu peço dinheiro emprestado a um tipo e ele começa a cobrar juros cada vez mais altos de cada vez que lhe peço dinheiro (acho que a isso se chama agiotagem e é ilegal)... tenho duas hipóteses: pagar e calar ou dizer: “ISTO é o que eu vou pagar e nem mais um cêntimo. E se não aceitares... não pago um chavo do que te devo!” Ou seja, paga-se o que é justo e nada mais. Eles, os “mercados” até podem reclamar mas a vida deles é isso mesmo: emprestar dinheiro e ganhar alguma coisa com isso. OK, que ganhem à vontade mas não sejam chulos.
Claro que o mundo é mais complexo do que isto mas ainda assim...

Mas a escolha é simples: a escolha é entre os tipos que nos levaram à bancarrota e vão certamente a levar ao descalabro (porque ele está ao virar da esquina – não tenhamos dúvidas) e os outros. E os “outros” podem ser vários (para mim já sei quem são) mas acima de tudo – não me f%d#m – não são os mesmos.

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