segunda-feira, 28 de julho de 2008

Tunning I

A forma mais vulgar de tunning consiste basicamente em colocar apetrechos coloridos e escapes barulhentos ou aparelhagens em automóveis. Esta prática é vista em quase todo o lado como uma parolice. Como uma frivolidade de pessoas com problemas com o tamanho do seu sexo... Mas há outras formas de tunning. Muitas vezes o tunning está mesmo debaixo dos nossos narizes. Na casa ao lado... ou mesmo na nossa. Pode estar em nós mesmos...
Uma forma de tunning muito portuguesa assume a forma de 'avançados' e 'recuados'. De 'marquises' de alumínio e varandas fechadas. Passo a explicar: estou de férias no AllGarve e reparei que o apartamento da minha família é o único que ainda tem a varanda aberta. Ou seja é a única varanda que tem o uso para o qual foi desenhada. Há uma mania de alargar as casas que me ultrapassa. Neste caso particular o que acontece é que o meu apartamento parece estar a 'estragar' o prédio... Tipo:
É uma verdadeira praga esta do tunning imobiliário. O pessoal nunca está satisfeito com a casa. Estão sempre a pensar em como a alargar construindo mais um anexo, um recuado ou um avançado que a torne mais "útil" ou que faça inveja ao vizinho. E é aí que entra o alumínio (felizmente hoje em dia já se usa alumínio sem ser o prateado...) criando espaços abafados, húmidos, bafientos e quentes que de facto não se conseguem usar. Um pouco como os energúmenos que colocam escapes barulhentos nos carros e motas pois como toda a gente sabe barulho é sinónimo de potência. E de facto anda por aí um qualquer problema com potência.
O tunning rege-se por uma vontade de melhorar algo mas de forma a que dê nas vistas. O que se passa é que raramente melhora o que quer que seja e dá tanto nas vistas que se torna num problema de saúde pública.
Mas há muitas outras formas de "tunning"...
Voltarei a isto mais tarde...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Física divertida?

Começou uma nova série 'cómica' de TV no canal 2 - A Teoria do Big-Bang - que tem a particularidade de ter como personagens principais dois físicos que de repente passam a ter como vizinha aquilo a que nos bairros típicos (e não só) se designa por: 'gaja boa...'
À partida temos todos os ingredientes para o típico cliché: dois 'caixas-de-óculos' a fazerem trapalhadas à volta de uma rapariga cheia do mais comum senso-comum (ou até pouca inteligência), disparando uma série de piadas/palhaçadas sobre a eterna luta entre o sexo e a sabedoria - ou... 'como é difícil aprender a fazer sexo enquanto de resolvem integrais impróprios (para consumo)'. Tudo isto serviria para convencer os comuns mortais de inteligência média e média-baixa que afinal de contas a sua vida não é assim tão má pois pelo menos têm boas capacidades sociais enquanto que os pobres 'geeks' têm reconhecimento científico e prestigio mas gaguejam e babam sílabas sem nexo ao pé de uma mulher.
E eu pensei: ora aqui está uma série televisiva que tem todos os ingredientes para eu odiar e desprezar.
Pois já vi 3 episódios e ela é tudo o que eu pensei que ela seria. Tirando uma piadas em que metem alguma 'física divertida' tudo o resto está de acordo com o lugar comum da 'bela e o cromo'...
Mas também é certo que já dei ordem ao MEO para gravar a série. É que apesar de tudo isto eu preciso de ver uma série parva ao fim do dia e esta nem é assim tão mal feita e tem uma grande vantagem: FINALMENTE a física anda na alta roda do humor mais básico. Eu acho que é uma grande conquista e recomendo a sua visualização. Mas façam-no de uma forma descontraída e com espírito aberto (se forem físicos bem vão precisar...)
Só tenho um reparo: os cenários tem sempre muitas fórmulas apontadas em quadros e paredes... afinal qual é o ramo deles? Vamos tentar descobrir?

terça-feira, 15 de julho de 2008

Pois é... há 15 anos...

Felizes para sempre.

Abram alas para o Noddy.

Andava o Noddy preocupado com o seu taxi vermelho e amarelo... quando o Paulo Portas resolve intervir - e o Noddy nem sequer é um agricultor reformado. O carjaking espreitava em cada esquina do País dos Brinquedos. O Sonso e o Mafarrico eram anjinhos quando comparados com os gangs de malfeitores que faziam mal aos meninos roubando bicicletas e carrinhos com violência extrema. Mas o herói PP, sempre em socorro dos desafortunados (há, pois é... e das viúvas!) armado com a sua capa roxa às bolinhas roxas foi ao Parlamento e falou. Botou faladura. Disse bem alto o que era preciso ouvir. O Orelhas aplaudiu, o Sr Lei apoiou, a D. Rosa desmaiou de comoção e até o Rechonchudo não bocejou. A solução era simples: bastava apanhar os maus e dar-lhes tau-tau nos rabiosques. E até se ofereceu para isso.