quarta-feira, 18 de março de 2009

Portas abertas e Portas fechadas

Enquanto o Paulo Portas anda a apregoar que a criminalidade aumentou por culpa de meliantes emigrantes parece que o número de estrangeiros altamente qualificados que chegaram a Portugal em 2008 duplicou em relação a 2007. Se calhar vêm cá roubar os nossos segredos tecnológicos...
Aconselha-se ao dr. Portas Fechadas que se abra ao mundo e deixe de ser bronco e xenófobo - não vale a pena estar com falinhas mansas com pessoas destas, pessoas que se diminuem não pela cor da pele, ou religião, ou dinheiro no banco, mas sim pelas ideias execrandas que teimam em espalhar enquanto vestem a roupagem de 'homens honrados'.

sábado, 7 de março de 2009

Tesouras a mais

Se quiser cortar o cabelo basta-me sair de casa e, no meu prédio, encontro logo um cabeleireiro. Mas se não gostar desse posso ir a outro que fica 50 metros acima. Mas se também não me agradar, posso voltar atrás, entrar no mini centro comercial que fica em frente à minha casa e escolher um dos dois estabelecimentos de corte-de-cabelo que por lá há. Se eu for um tipo esquisito posso sair deste centro comercial pela porta que dá para a Avenida da República, andar mais 50 metros e entrar num outro shopping que tem mais 2 cabeleireiros. Se eu for mesmo "chato", atravesso a avenida e vou até ao pé do tribunal (100 metros?) onde tenho de um lado da rua um centro comercial pequenino (anos 80) com 5 (!) cabeleireiros, e do outro lado da rua há outro centro comercial onde vislumbro pelo menos um cabeleireiro... É então que penso que nunca me irei decidir e volto para casa, tomo um banho e deixo o cabelo a secar ao ar. Agora pergunto: uma vez que todos os cabeleireiros que vi tinham no máximo um cliente, será que está tudo tolo da cabeça? Ou será que há um nicho de mercado bom para o negócio de abrir estabelecimentos-de-cabeleireiro-para-ir-à-falência? É a isto que se chama visão de empreendedor? Ou é para apoiar a indústria das tesouras?