terça-feira, 11 de maio de 2010

Filmes de terror:"O Tio Incontinente"

Esta coisa das medidas extra para acalmar os "mercados" é como a história de um tio incontinente (o Governo) que vai soltando gotinhas fedorentas entre discursos de estado, visitas de Papas com tolerâncias de ponto e inaugurações de eólicas... Vão dando as más notícias às pinguinhas...
Num dia vem um ministro dizer que os impostos não vão mudar e as grandes obras de investimento público não vão parar (nem pensar!). Depois vem outro dizer que se calhar é possível que um dia se for preciso e só em último caso seja aumentado... tipo o IVA... Depois vem outro, que até pode ser o mesmo, dizer que se calhar é melhor parar com os grandes projectos... Logo aparece outro, ou o mesmo, a referir que já pararam, a bem da nação. Depois aparece um outro que não o primeiro, mas talvez o segundo, a dizer que até pode ser preciso subir outros impostos - se calhar voltamos à licença de isqueiro... Logo vem outro - já nem interessa qual - a dizer que se vão manter fieis ao programa de governo (aquele programa que diz o contrário de tudo isto mas que num país com iliteracia elevada... não interessa). Depois insinuam qualquer coisa acerca do subsídio de férias ou do 13º mês...
E assim, o tio incontinente vai deixando gotinhas de xixi por todo o lado. E nós, o povo, somos o sobrinho que vai limpando e pagando as inconveniências, sempre com a esperança de um dia herdar alguma coisa... Só que o tio, ao mesmo tempo que vai mijando, vai jogando e perdendo metade do dinheiro em especulação e outra metade em bordeis com os amigos banqueiros - que até podiam pagar as prostitutas e gigolos mas preferem que seja o Estado(nós) a fazer isso...
E enquanto vamos limpando ainda aparecem uns senhores (amigos dos banqueiros?) a dizer que merecemos, que somos uns calaceiros que andam a viver acima das possibilidades.

No fim... ficamos nós, um cadáver, um pacote de fraldas por usar e um inacreditável cheiro a mijo.

A não ser que se ponha um tio num lar onde seja bem tratado (afinal somos humanos) mas nos deixe em paz.

Filmes de terror: "A troca, o trocado, o outro e o mesmo."

Desde há muito que nos habituámos às trocas e baldrocas do governo PS: Numa semana não podemos parar com as grande obras públicas para na semana a seguir ser imperativo repensar tudo de novo. Num dia não se está sequer a pensar em subir impostos para na manhã seguinte ser necessário faze-lo. Num dia fazem um negócio para no dia seguinte o desfazer . Num dia demite-se um ministro por fazer corninhos, noutro dia apoiam vigorosamente um deputado apanhado em flagrante a roubar(!). Num dia não sabem de um negócio que os envolve (logo, são incompetentes), no outro afinal não sabiam era... formalmente (logo, são mentirosos). Num dia o TGV vai para todo o lado no outro fica a 50 Km de Lisboa e depois... logo se vê.
Falta estratégia?

Também desde há muito que nos habituámos a autofagia, inconsistência, falta de coluna vertebral e temperamento ziguezagueante do maior partido da oposição (vulgo, PSD) que por muitas roupagens diferentes que vista será sempre um partido oportunista, tacanho e clientelista (aliás foram eles que elevaram o clientelismo em Portugal a uma forma de arte no tempo de Cavaco PM).
Faltam ideias?

Também já não nos espantam os ruidosos silêncios de Cavaco, os seus tabus (que apenas servem para manter uma agenda mediática paquidérmica), e os seus "recados" feitos durante os roteiros e visitas aos casos-de-sucesso do Portugal profundo.
Falta decência?

Também já nos habituámos à verborreia diarreica de pessoas como o Medina Carreira (não é meu parente!) e outros ex-ministros que agora exigem "medidas urgentes" mas que são os responsáveis em primeira linha por tudo o que tem acontecido. Eles erraram, eles foram incompetentes... mas agora agem debaixo de uma qualquer capa senatorial conveniente.
Falta vergonha?

É como se o governo fosse uma espécie de ante-câmara de banqueiros e de administradores de grandes empresas (grandes clientes do Estado), ou seja, um viveiro de incompetentes cuja única ambição é serem corrompidos.
É como se o PSD fosse... os anteriores mas ainda menos espertos.
É como se o Presidente fosse o Cavaco.
É como se os ex-ministros fossem parvos e não nos deixassem de vez em paz.

É como se não houvesse nada a fazer... Mas há...